quinta-feira, 27 de julho de 2017

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

No RN, consultoria pretende ampliar produtividade do setor de água mineral

Consultor alemão Ingo Ernst tem mais de 50 anos de experiência e tem visitado indústrias do setor para ajudar na melhoria dos processos produtivos. Ele elogiou qualidade da água do estado.

Por G1 RN

Ingo Ernst tem mais de 50 anos de experiência e está fazendo consultoria em empresas de água mineral do RN (Foto: Agência Sebrae)

As principais empresas do setor água mineral do Rio Grande do Norte estão participando de um programa de consultoria internacional para otimizar os processos, do planejamento à produção, dessas indústrias. A consultoria está sendo ministrada pelo especialista alemão, Ingo Ernst, que veio ao Rio Grande do Norte para a primeira fase do programa em março. A segunda etapa está prevista para maio e a expectativa é, ao final da consultoria, reduzir em até 25% os custos de produção das indústrias participantes e ampliar a lucratividade dessas empresas.

Inicialmente a proposta é visitar seis das 12 empresas que fazem parte do Sindicato da Indústria de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do Estado do Rio Grande do Norte (Sicramirn), órgão responsável por trazer o especialista em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha.

Na avaliação do especialista, as empresas potiguares estão no nível de competitividade das principais empresas do setor no mundo.

No mês de maio, Ingo retornará a Natal para visitar mais seis empresas e apresentar os resultados finais de sua avaliação com propostas de melhora à produção do RN. As seis primeiras companhias visitadas pelo alemão foram as fontes Riogrande, Cristalina, Paraíso, Santa Maria, Inamar e Santos Reis. Confira entrevista com o especialista:


Quais os principais problemas identificados no processo de produção da água mineral do RN?

É necessário melhorar a eficiência, e consequentemente o lucro, no que concerne ao carregamento e descarregamento dos garrafões. Esse é um dos principais problemas. Vocês têm uma água mineral excelente aqui no Rio Grande do Norte, mas as empresas parecem um pouco relutantes em expressar isso para o consumidor. Esse é outro problema. É preciso ser mais agressivo no que concerne ao marketing para expor o produto bom e saudável que é oferecido. As empresas não precisam ter receio de fortificar o marketing porque o produto é realmente muito bom. Já no que concerne ao envase, o processo está muito bom para o garrafão. Mas para as garrafas, há o que melhorar, pois a velocidade da produção é rápida mas o maquinário é mais complicado, então precisa de alguns aconselhamentos. Eu diria que se faz necessário um cuidado a mais na manutenção. E o próximo passo é ter água com gás.


E quais os pontos positivos?


A boa qualidade do processo realizado no Rio Grande do Norte está bem claro. Vocês têm, de forma geral, água mineral de primeira classe. A mineralização é baixa comparada com os padrões internacionais. Vocês têm o mesmo padrão que nós, na Europa, e não é fácil ter esse padrão aqui no Brasil. O segundo ponto positivo é o controle de qualidade, com excelente performance, realizada de forma profissional e confiável. Isso não deixa de ser uma mensagem aos seus consumidores: você pode confiar neste produto. Além disso tudo, eu encontrei uma atmosfera muito boa e agradável para discutir todas as questões referente à minha visita aqui no Estado. As pessoas são muito cooperativas.

Qual a relação entre a produção consciente de bebidas e a preservação do meio ambiente?

Quando alcançamos sucesso em manter o meio ambiente limpo, os resultados na área de produção de bebidas também são melhorados. Um exemplo é que nós (alemães) temos leis que protegem as áreas no entorno das fontes, não temos permissão para fertilizar o solo, entre outros cuidados. Então, há uma relação muito próxima entre meio ambiente e água. Até porque os interesses são os mesmos. É nosso interesse ter um meio ambiente saudável e as pessoas também têm interesse em ter um bom produto. Há meios e experiências que eu quero compartilhar com vocês para descobrir o que podemos fazer pela água e pelo meio ambiente, a começar pela reciclagem das garrafas, esse é um importante aspecto. Na Europa nós temos um sistema de reciclagem eficiente e eu posso dar a vocês, brasileiros, algumas recomendações sobre isso.

Poderia adiantar algumas delas?

É muito difícil convencer as pessoas a devolverem as suas garrafas para o vendedor de quem elas compraram. Na Alemanha, nós temos uma boa educação voltada para esse hábito, então as pessoas normalmente fazem isso, e elas ainda recebem dinheiro por isso. Então é uma relação de ganhos para os dois lados. Eles têm retorno financeiro e ainda contribuem para a preservação do meio ambiente. Eu percebo que esse é um problema no Brasil, mas nós vamos trabalhar juntos nisso. Nós já temos algumas ideias para melhorar a situação, e este será um dos resultados da minha visita.

O senhor pretende conversar com gestores públicos ou apenas com as empresas privadas?

Com certeza, logo que tivermos um diagnóstico concreto dos problemas e pudermos identificar todas as questões e ações necessárias à resolução, o Governo terá que nos ajudar, e então nós veremos se algo poderá ser feito também na seara social.